sábado, 5 de junho de 2010

Porresia



Há uma gota de porra em cada poema
Há um gosto de poesia em porra nenhuma

6 comentários:

  1. Ócio criativo sempre acaba em bronha!

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  2. Sei não, meu caro, mas as três pessoas, e boa parte da sociedade trata a parada como um circo, pois é assim que lhes parecem pessoas que se divertem achando graça do que só elas percebem: estão tornando o mundo mais fácil para elas viverem. O que dizer agora, do nordestino, do pai de família subnutrido, do porteiro de prédio que são idiotizados pelo povo do babado? É claro que há excessões, muita gente olhou para os carros alegóricos vendo a alegria mesmo, assim como muito homossexual vê alguém das classes C, D e E como um semelhante desafortunado, mas vivemos em muitos mundos diferentes, e pouca gente tem razão.
    Quanto aos programas humorísticos, é isso mesmo, eles (CQC, Pânico, etc.) não vão ganhar dinheiro contando piadas da velha surda nem do português Manoel. Eles ganham audiência nos mostrando as chagas. É no desconforto, na ferida, naquela coceira social que eles vão se entrometer. Sabe por que? Porque estamos em outra geração, a geração em que homens e mulheres podem ser vistos em shoppings beijando os do mesmo sexo sem serem apedrejados, a geração em que políticos, artistas, nosso vizinho, podem assumir relações homo. Estamos na época em que união civil do mesmo sexo é legítima, e todos tem a ganhar. Portanto, vamos ficar contentes com isso né? Vamos parar com a patrulhinha, porque A Praça É Nossa e a Escolinha já era. Da mesma forma que a sociedade emancipa para o descaramento e para o jogo aberto, o humor vai junto.
    Amigos, poderia ser pior... Poderíamos estar sob jugo de alguma igreja...

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  3. Eu entrei para aplaudir a porra do poema (ou o poema da porra?) quando me deparei com o rapaz que postou o comentário fora do lugar. Assim que acabei de ler... Nem vou falar muito a respeito, mas uma coisa eu tenho de frisar:
    A única chaga que o Pânico mostra é a chaga mental de quem assiste a tal lixo.
    O racicínio que o perdido a cima tentou expressar não tem o menor sentido, ou coerência. Coitado. Sem dúvida é o espectador típico dessas besteiras. Nem consegue mais falar coisa com coisa.

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